Você está aqui: Página Inicial Corpo Docente Caio Senna

Caio Senna

copy_of_035.JPG
Nascido em São Paulo em 1959, Caio Senna completa, em 2012, trinta e quatro anos de carreira como compositor. Residente no Rio de Janeiro desde 1969, se graduou em Composição pela Escola de Música da UFRJ, onde também obteve o título de Mestre em Música, se doutorou pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. É professor nessa mesma instituição, onde também coordena o projeto de
extensão Música Nova na UNIRIO, dedicado a divulgação da produção musical contemporânea no Rio de Janeiro.
Iniciou seus estudos musicais aos 17 anos, quando já residia na cidade do Rio de Janeiro. Wilma Graça foi sua primeira professora e lhe ensinou piano, teoria e percepção musical durante sete anos. A importância desse período se evidencia na dedicatória da homenagem ao dedicar-lhe o conjunto de estudos para piano solo Testamento (2007), parcialmente gravado pela pianista Lucia Barrenechea em 2009 e
completado em Paris em 2011.
Seu catálogo de composições possui até o momento 221 obras para várias formações, na maioria para formações de câmara, instrumentais e vocais. Suas composições têm sido ouvidas regularmente nas principais mostras brasileiras de música contemporânea, tais como a Bienal de Música Contemporânea (Rio de Janeiro), Panorama da Música Brasileira Contemporânea (Rio de Janeiro), Encontro de Compositores Latino-americanos (Porto Alegre) e Encontro de Compositores e Intérpretes Latino-americanos (Belo Horizonte).
Sua peça para cravo solo, Convulsões Delicadas, gravada por Rosana Lanzelotte, recebeu menção especial da crítica da revista Veredas, em 1999. Em abril de 2000, o compositor lançou seu primeiro CD, Primeiro Diálogo, pelo selo Uni-Rio. Outras gravações incluem (além da citada gravação de Lúcia Barrenechea): Narizinho (2001), para flauta, clarinete, violino e violoncelo, pela Camerata Contemporânea do
Rio de Janeiro; Quinteto (1998), para violino, clarineta, trombone, violoncelo e contrabaixo, pelo Grupo Música Nova da UFRJ; o ciclo Sambas (1996), para voz e piano, interpretado por Inácio de Nonno e Laís Figueiró; Madrigal 1 (1999), para coro misto a capella, pelo Coral Altivoz; ...e porque o mar está fervendo, e se os porcos tem asas (2007), para violão solo, por Armildo Uzeda; Três movimentos (1994), para clarinete e piano, por Paulo Passos e Sara Cohen; e Violeta Azul Esférico, para trompete e piano, por Nailson Simões e José Wellington (no prelo). Esférico, para trompete e piano, por Nailson Simões e José Wellington (no prelo).
Em 2001, sua peça Pulsar, foi classificada em primeiro lugar no Concurso Nacional Funarte de Composição, na categoria Orquestra de Cordas. Em 2011 ganhou o Prêmio Icatú de Artes, que lhe ofereceu uma bolsa de residência artística de um ano na Cité Internationale des Arts em Paris, França, durante o período de agosto de 2011 a julho de 2012. Durante esse período em Paris compôs 17 peças das quais uma parte foi apresentada em dois concertos diferentes no Auditorium da Cité Internationale des Arts, com a participação dos pianistas Stephen Porter (USA) e Sara Cohen (Brasil) e do tenor José Paulo Bernardes (Brasil). Também nesse ano, coproduziu o CD Prelûdio 21 – Quarteto de Cordas (no qual uma das faixas, Força e Luz, é de sua autoria) com participação do Quarteto Radamés Gnatalli. Este CD foi indicado para o Grammy 2012 na categoria melhor CD de música clássica.