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Compositor Egberto Gismonti recebe título de Doutor Honoris Causa da UNIRIO

Em sessão solene dos Conselhos Superiores, aconteceu na manhã desta quarta-feira, 8 de novembro, a outorga do título de Doutor Honoris Causa ao compositor e multinstrumentista Egberto Gismonti.Em sessão solene dos Conselhos Superiores, aconteceu na manhã desta quarta-feira, 8 de novembro, a outorga do título de Doutor Honoris Causa ao compositor e multinstrumentista Egberto Gismonti.

Gismonti foi conduzido à mesa solene pelos amigos Cassia Kiss e Salgado Maranhão. Além do reitor Luiz Pedro San Gil Jutuca, responsável pela outorga do título, compuseram a mesa solene a Decana do Centro de Letras e Artes da UNIRIO, professora Carole Gubernikoff , o Diretor do Instituto Villa-Lobos, professor Sérgio Barrenechea, e o professor da Escola de Cinema Darcy Ribeiro, Ruy Guerra.

Durante as saudações ao homenageado, muita emoção e  agradecimentos em forma de versos. Após a titulação, Gismonti disse que se sentia muito honrado e comentou sobre duas grandes aulas que recebeu na vida. Com a primeira, aprendeu que a música tem de estar sempre por perto. “É importante que a música esteja sempre viva e sentada ao meu lado”, destacou. E com a segunda, que a grandeza  está dentro de nós. “Isso me permitiu ver o mundo com mais clareza”, explicou.

O reitor Luiz Pedro San Gil Jutuca finalizou a cerimônia ressaltando a honra e o privilégio da UNIRIO em homenagear Egberto Gismonti: “Você engrandece mais ainda a nossa Universidade. A partir de agora, você tem o direito e o dever de frequentá-la. Seja muito bem-vindo!”

Saiba mais sobre o Compositor

Egberto Gismonti nasceu em uma família de músicos em Carmo, interior do Estado do Rio de Janeiro, em cinco de dezembro de 1947. Filho de pai libanês e mãe italiana, começou a estudar piano aos seis anos de idade, no conservatório de música de Nova Fribrugo. Ainda na infância e adolescência, em seus estudos já incluía flauta, clarinete, violão e piano.

Interessou-se pela pesquisa da música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com os índios no Xingu. Realizou diversas experimentações com vários tipo de tons e sons, utilizando flautas indígenas, kalimas e sinos.

Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção, com sua composição “ o sonho”, interpretada pelo grupo “ os três morais”.

No mesmo ano, partiu para a Europa e estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise musical com Nadia Boulanger e, durante um ano e meio, atuou como arranjador e regente da orquestra de Marie Laforêt. Na ocasião, fez seu primeiro show internacional no Festival de San Remo, na Itália.  Em seguida, lançou o seu primeiro disco, Egberto Gismonti.

Nos anos setenta, dedicou-se quase exclusivamente às pesquisas e à música instrumental. Durante o V Festival Internacional da Canção, em 1970, concorreu com “ Mercador de Serpentes”.

Lançou quinze álbuns nas décadas seguintes, entre 1977 e 1993, através de selos Europeus, dez dos quais lançados no Brasil.

Por meio de seu selo, “Carmo’, recomprou o seu repertório e é um dos raros compositores brasileiros donos do próprio acervo.

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